‘Tá pronto pra cópia? Vai se enrolar?

Use o C.R.A.F.T.!

Seguindo a linha da coluna Aerobusters de falar sobre coisas “que não se ensinam nas escolas”, outro dia me surpreendi ao descobrir que tal artifício é tão pouco difundido e muito menos utilizado no Brasil.

Conheci o C.R.A.F.T. nos anos 90, por intermédio de outros pilotos que já haviam voado nos EUA.

Depois, voando por lá, percebi o quanto ele é realmente disseminado como “rule of thumb” por toda a Aviação Geral.

Acreditem! Funciona em qualquer aeroporto provido de órgão ATS, no mundo inteiro.

Mas afinal,  o quê é o C.R.A.F.T. ?

Sabem aquela dor de barriga que dá quando você fala com o sujeito do “clearance” ou do controle de solo, na chamada inicial?

Sabem aquela ansiedade que a gente costumava ter, de “cotejar bonito”, de decorar aquele monte de informações, na sequência, dentro da cabeça, ou de anotar tudo de forma desconexa num “papel de pão”?

‘Seus problemas se acabaram-se’ (©Seu Creysson)!

Está pronto pra “cópia” ?

Anote então na sua prancheta de voo:

C – Cleared? (Autorizado?) – Limite da Autorização

R – Route? (Rota?) – Curva L ou R após decolagem? SID?

A – Altitude? ou FL autorizado

F – Frequency? (Frequência?) a ser chamada após a decolagem

T – Transponder – Código a ser acionado

Fica bem mais fácil! Não tem como fugir disso!

Qualquer autorização deve ser passada e cotejada nessa sequência.

Bons voos!