Na última semana, mais especificamente nos dias 27 e 28 de setembro, participei do Simpósio Comemorativo dos 10 anos do SDEA (Santos Dumont English Assessment) no ICEA (Instituto de Controle de Espaço Aéreo), dentro do CTA em São José dos Campos.

Na verdade, fui escolhido “democraticamente” pelos meus caros colegas do IPSP para, de certa forma, cobrir o evento. Tipo assim: “você tem ICAO- 6, você vai!” End of story! (Sim amiguinhos… They gave me level 6! Consegui em 2008, quando a prova ainda era feita na ANAC).

Quando me inscrevi para o simpósio, confesso que fui bastante preconceituoso. Com a minha cabeça de aviador, pensei: “dois dias em São José dos Campos, uma noite de hotel, para mais um evento acadêmico “boring”, onde a coisa mais interessante que vai acontecer, será a cerveja que eu vou tomar à noite, em algum boteco…”. What a silly mistake!

O simpósio começou com uma apresentação do Programa de Capacitação Continuada em Inglês Aeronáutico do SISCEAB (Sistema de controle de Espaço Aéreo Brasileiro). I was really surprised de ver como esses caras conseguiram evoluir em 10 anos!

Em 2007, quando o EPLIS (Exame de Proficiência em Língua Inglesa do SISCEAB) começou a ser aplicado, less than 5% dos controladores de voo conseguiam obter níveis 4, 5, ou 6. Today, cerca de 50% dos controladores na ativa possuem nível de proficiência em inglês aeronáutico.

Foi aí that I understood que o processo de capacitação em inglês aeronáutico da AFA, da Escola de Sargentos Especialistas de Guaratinguetá, e do próprio ICEA, foi realmente muito bem elaborado por profissionais fantásticos, de renome mundial no ensino da língua Inglesa.

Well, what about ANAC?

It happens that a nossa querida agência seguiu os mesmos preceitos do EPLIS até mais ou menos 2010.

Então ela parou de conceder nível 6, dizendo que they were not able to evaluate esse nível de proficiência at that time.

Só que it never came back!

O nível 6 na ANAC acabou!

It’s gone!

History!

Inventaram até o tal de “nível 5+” que lhe daria o direito to achieve the level 6 com o advento de uma segunda prova – a qual, até hoje, ficou só no campo das ideias.

Aliás, o maior mistério do simpósio foi esse:

Eu descobri que os Militares ainda dão o nível 6!

Why didn’t ANAC provide the level 6, enquanto os órgãos de capacitação ligados à FAB are still providing this level today?

Afinal, os dois estão usando os mesmos padrões do EPLIS….

No reply at all.

Nobody knows, actually

Então, a ANAC apresentou o SDEA (Santos Dumont English Assessment) com estatísticas, opiniões dos avaliados, etc.

They didn’t convince me, neither lots of people in the audience.

As amostragens usadas para estas estatísticas foram muito tímidas.

So, let’s go for the “main subject” do simpósio!

A nova prova de proficiência linguística do SDEA

Como já foi dito, em 2010 a prova mudou. Mudou mas permaneceu a mesma, até hoje.

Can you imagine, com o crescente número de candidatos ao SDEA for all those years, o que deve ter acontecido com a prova?

Pois é, ficou “manjada”!

O número de “cursos intensivos” para a obtenção de proficiency levels, que prometiam ICAO-4 em duas semanas, cresceu bastante.

A conclusão é que a prova virou um “teatro”!

But… What is the practical value of a rehearsed test?

Segundo nos informou Mr. Átila Jordão, coordenador e desenvolvedor de sistemas do SDEA, haverá o retorno do famoso “pre-test”.

Yes! It’s back!

Ele também era aplicado até 2010.

Lembro que em 2008 achei o pre-test mais difícil que a própria prova.

What is it for?

É para a sua própria segurança!

É só para garantir que you’re not going to waste your money, and the time of the examiners, applying for a test that is not suitable for your English skills.

O pre-test consiste em ouvir situações de fonia em inglês e responder com as alternativas corretas.

É aplicado em um terminal de computador, at much lower costs, than the real interview.

Passar no pre-test significa que você está pronto para a prova.

E a prova?

A prova vai ser retirada ramdomly from a database de 3 mil questões!

Nem você, neither the examiner, vão ter condições de saber qual prova será aplicada.

A prova continua dividida em quatro partes como era antes, só que mais ou menos perguntas foram adicionadas em determinadas partes, além de “unexpected situationsthat may be added pelo examinador, at will.

I strongly recommend you to watch this vídeo made by Teacher Ana Paula Biazotti Victkoski para uma descrição bastante detalhada da nova prova:

What about level 6?

Vai voltar!

But how?

É previsto que num futuro breve sejam aceitos alguns testes linguísticos certificados pela University of Cambridge para que o nível 6 seja avaliado.

It’s not confirmed yet que você tenha que ter o 5+ ou, que tenha que obter dois 5’s em seguida to take those tests.

It’s up to ANAC to decide, but it’s better than nothing, isn’t it?

O interessante é que eu fiquei sabendo que alguns destes testes “Cambridge” são aceitos também pelo Governo do Canadá para obtenção de visto permanente.

That’s another pretty good reason to run after the level 6!

Can I go for that dinner & beer now?

Sure I can!

No dia seguinte, logo pela manhã, participei do IV seminário do GEIA (Grupo de Estudos de Inglês Aeronáutico).

Dentre as várias apresentações, there was one that really caught my atention:

A Profa. Dra. Aline Pacheco da PUC-RS/Embry Riddle Aeronautical University – ERAU, nos apresentou o LHUFT Project:

Language as a Human Factor in Aviation.

In fact, that’s pretty interesting that esses fatores foram tão pouco utilizados em investigações sobre incidentes e acidentes aeronáuticos.

Aliás, os testes de língua inglesa da ICAO foram determinados após três acidentes terríveis, nos quais os fatores linguísticos foram determinantes.

– A colisão de Tenerife, KLM X PanAm.

– A pane seca do Avianca em Nova York – “Minimum Fuel”.

– A colisão entre o 747 da Saudi Arabia com o Illyushin da Kazkhstan.

Do you know that, dos 11 membros do “board” do ICAEA (International Civil Aviation English Association), five are Brazilians?

Profissionais de altíssimo nível!

After the whole explanation, eu cheguei a algumas conclusões:

Do que adianta, você decorar uma “prova” para atingir o nível 4, se você não consegue ler e entender o POH da aeronave que você voa?

É claro que os níveis ICAO são operacionalmente importantes, mas como aviador ou controlador de voo, não devem ser o seu único foco.

In that couple of days, I´ve noticed that, no matter how you may complain, nice English skills means “life” in aviation.

That’s an undeniable fact!

Para terminar, fizemos o famoso “Voo do ICEA”.

Tivemos acesso aos simuladores, e ao treinamento dado aos controladores de voo brasileiros.

Estação de Radar utilizada até os anos 70. (Época na qual tudo tinha cinzeiro…).

Acredito que a demanda por controladores de voo seja muito grande para o tamanho do ICEA; mas, mais uma vez, o “meu queixo caiu” (o que já estava virando rotina..).

O nível de tecnologia aplicado à formação dos ATCO’s é simplesmente fantástico!

Nessa verdadeira “excursão”, foi muito interessante ver que tanto os professores, quanto os avaliadores do SDEA, puderam  conhecer coisas com as quais eles só têm contato de forma subjetiva.

Simuladores de TWR do ICEA.

Aliás, falando em capacitação e treinamento, lembram que eu falei sobre os meus preconceitos com relação ao evento? A “moral da história” é a seguinte:

Resolva seus problemas com relação à capacitação, não importando em qual setor da Aviação você atua.

Aviadores (e eu me incluo nessa) costumam ter um pouco de medo disso.

Não seja uma vítima da “Seleção Natural”!

Tire vantagens dela.

“Your assumptions are your windows on the world.

Scrub them off every once in a while, or the light won't come in.”

― Isaac Asimov