Está temporariamente suspenso o uso de CPDLC pelas aeronaves equipadas com sistema Iridium na FIR Atlântico (SBAO). Entenda os detalhes neste post.

Recentemente o DECEA publicou uma nota informativa sobre problemas ocorridos com a comunicação via enlace de dados controlador-piloto pelo sistema Iridium nos EUA e as consequentes ações tomadas pela FAA.

Para agilizar a divulgação a nossos leitores, compartilhamos integralmente a postagem do DECEA em nossa página no Facebook este sábado.

Ainda há pouca informação sobre as origens do problema com a rede Iridium. A empresa foi notícia no mundo esta semana por um outro (bom) motivo, tendo lançado com sucesso mais 10 novos satélites em órbita.

Por enquanto aeronaves que utilizam sistema de comunicação por satélite Iridium, voando em rotas oceânicas na FIR Atlântico (SBAO), terão que se comunicar com o controle utilizando o velho e “bom” rádio HF. A medida está em vigor por enquanto até o dia 13 de janeiro de 2018 (~90 dias).

Veja o que diz o NOTAM ATM SBRF B1512/2017:

NOTAMN SBRF B1512/2017

Q) SBAO/AFXX/IV/NBO/AE/000/999/1728S02635W999

A) SBAO – /FIR ATLANTICO,

B) 15/10/17 12:00 – C) 13/01/18 12:00

E) FIR – PARA ACFT EQUIPADAS COM SATCOM IRIDIUM, O USO DO CPDLC ESTA PROIBIDO NO ESPACO AEREO DO ACC ATLANTICO. TRIPULACOES PODEM REALIZAR LOG ON EM SBAO PARA PERMITIR O USO DO ADS-C PARA REPORTE DE POSICOES. COMUNICACAO COM SBAO DEVE SER FEITA VIA HF. SE UTILIZANDO O REPORTE DE POSICOES POR ADS-C, O REPORTE DE POSICOES POR MEIO DO HF NAO E NECESSARIO, A NAO SER QUE SEJA ESPECIFICAMENTE REQUERIDO.

DT EXPED: 15/10/17 01:16
STATUS: IN FORCE
ORIGEM: 0001/ACCAO/151017

Como observamos em várias outras medidas para segurança de voo, a filosofia que baseia a ação tomada pelo DECEA é a de suspender o uso até que se possa estudar adequadamente o ocorrido, evitando novos problemas.

É fato que o uso da tecnologia de comunicação por satélite entre aeronaves e controle de tráfego aéreo tem se mostrado bastante confiável nos últimos anos. O CPDLC foi inclusive assunto da primeira edição desta coluna.

Resta agora acompanhar o assunto aguardando os resultados dos estudos realizados pelas autoridades competentes para retomar o uso da tecnologia com nível de confiança adequado.