Voar sempre foi, é, e será caro; e o treinamento de voo real é intrinsecamente perigoso (tomara que as mães dos alunos de aviação não leiam isso! 😉 ): estas são duas verdades inquestionáveis da aviação. Daí que desde os tempos dos primeiros Link Trainers, como o da imagem mostrada no início deste post, que se perseguem dispositivos sintéticos de treinamento de pilotos, até chegar aos simuladores de voo computadorizados que hoje conhecemos.

Ne edição deste bimestre (nov/dez-2017) do FAA Safety Briefing, os simuladores de voo estão no foco, o que vem num momento extremamente oportuno, já que a ANAC colocou em Audiência Pública o RBAC-60, baseado na FAR Part-60 da FAA. No artigo The A to Z of ATDs, toda a sopa de letrinhas dos simuladores (FSTDs, ATDs, etc) e respectivas regras de abatimento de horas está explicada – uma leitura oportuna para quem desejar contribuir com o regulamento brasileiro de simuladores. Neste artigo, outro aspecto abordado são os simuladores de realidade virtual (aqueles em que o usuário utiliza óculos VR integrados ao smartphone), que deverá ser o grande salto tecnológico para os simuladores do futuro.

O artigo Do You Suffer from Push-to-Talk Phobia? Improve Your Aviation Communication with Virtual Reality, por sua vez, trata de um assunto muito pouco abordado quando se fala de simuladores de voo: o treinamento sintético para a comunicação piloto-ATC, a popular “fonia”. Nosso Diretor de Curadoria, Ensino e Certificação, Marcos Pereira, que foi diretor da divisão brasileira da VATSIM no período 2013-2015, brevemente irá escrever na sua coluna Piloto no Controle sobre as vantagens da aviação virtual neste tipo de treinamento.

Fora isso, há muitos outros artigos que valem a pena. Se você se interessa por simuladores de voo, não deixe de ler esta edição do boletim de segurança de voo da FAA. Está excelente!