William Waack não só está na elite do jornalismo brasileiro, como também é um ótimo aviador e incentivador da aviação. Sem contar que ele consegue juntar os dois papéis de maneira única em nosso país, explicando como ninguém as notícias importantes da aviação quando necessário. Ninguém chega aos pés do WW nesse quesito. Procurem na internet os vídeos e áudios do WW sobre o acidente da LaMia, por exemplo, e tentem achar alguma reportagem de outro jornalista sobre o mesmo assunto para ver a diferença. Não há a menor condição de comparar as reportagens do WW sobre aviação com as de qualquer outro profissional de imprensa. (E não vou nem entrar no mérito do jornalismo “genérico” que ele faz para não fugir demais do tema do blog, mas acho o WW excepcional em todas as áreas. A propósito, assisto à GloboNews só por causa do Painel que ele apresenta/apresentava no canal nas noites de sábado).

Neste momento, o William Waack está com sua carreira em cheque: fora suspenso da Rede Globo, onde apresentava um telejornal noturno, devido a declarações supostamente racistas. Ditas em privado, quase inaudíveis (mas é claro que a inquisição do politicamente correto já achou “especialistas” para comprovar o delito), num contexto bem específico, e, note-se bem: um ano atrás. Mas WW é um homem heterossexual branco de viés conservador e bem sucedido, e num país com a tradição de considerar o sucesso uma ofensa pessoal – e que, de uns tempos para cá, tornou-se a capital do mimimi no terceiro mundo -, as Rainhas Vermelhas de plantão já gritaram: “Cortem-lhe a cabeça!”. Da TV Globo, já cortaram; e da Globonews, acredito que não tardará. Lamento pelos telespectadores, que perderam o privilégio de suas reportagens, matérias e análises.

Não sou advogado do William Wack e não vou analisar se o que ele disse foi ou não racismo, mesmo porque não sou autoridade no assunto (tenho minha opinião como cidadão, mas isso não importa). O ponto é que, mesmo que tenha sido racismo, não há como dizer que o que ele disse tenha sido uma ofensa tão grave (na realidade foi uma reclamação contra um carro buzinando – há algo mais banal que isso?) que justifique uma suspensão profissional ou o linchamento que determinados grupos o estão submetendo na (sub)imprensa e nos tribunais das redes sociais. O problema, volto a dizer não é o que ele disse, mas ser ele quem é: homem heterossexual branco de viés conservador e bem sucedido. Esta foi sua verdadeira ofensa, na verdade!

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