O Instituto ParaSerPiloto irá realizar em 29 de novembro próximo, às 19:00h, seu primeiro painel de debates, com o tema “O futuro da formação de pilotos no Brasil“. O evento será no mesmo lugar e horário onde ocorreu o lançamento do projeto do Instituto, exatos 120 dias antes, em 1° de agosto: o auditório da Infraero no Campo de Marte, em São Paulo – SP. E vamos começar trazendo o maior nome da aviação brasileira contemporânea, o Dr. Ozires Silva, coronel R1 da FAB, engenheiro pelo ITA, fundador da Embraer, criador do Bandeirante, Ex-Ministro da Infraestrutura e das Comunicações, ex-presidente da Petrobras e da Varig (além da própria Embraer), e atualmente reitor da Unimonte-Centro Universitário Monte Serrat, pertencente ao grupo Ânima.

O que queremos discutir

A última vez em que se pensou estrategicamente sobre a formação de pilotos civis no Brasil foi nos anos 1940, quando o Assis Chateaubriand criou a CNA-Campanha Nacional da Aviação, mais conhecida como “Dêem Asas ao Brasil”: a origem da imensa rede de aeroclubes que existem em nosso país, ainda no governo Vargas. De lá para cá, o DAC desapareceu junto com os programas de subsídios aos aeroclubes, surgiram a ANAC e a SAC-Secretaria de Aviação Civil (que nunca chegaram a uma proposta de Estado para a formação aeronáutica), e hoje em dia é exclusivamente a lei da oferta e demanda que determina como se dá a formação de pilotos no Brasil. Se o mercado está em alta, faltam vagas nas escolas, e se está em baixa, sobram pilotos; a elite da linha aérea vai para o exterior ganhar mais, enquanto os recém-formados dão instrução quase de graça; e os manuais de curso de PP e de PC são feitos para as necessidades internas do Brasil dos anos 1990.

Não há dúvida de que está na hora de repensar a formação de pilotos em nosso país, e o painel com o Dr. Ozires é nossa primeira contribuição neste sentido. Porque o Dr. Ozires, além de tudo o que representa para a aviação do nosso país, é a pessoa que inventou toda uma indústria praticamente do zero, voltada para o mercado internacional desde o início. Quando a Embraer foi criada, ela já foi pensada como uma fabricante de aviões global, que é o que acreditamos que também deva acontecer com a formação de pilotos. Precisamos pensar que aviadores precisaremos ter em nossos céus daqui a 20, 30 anos, e o que temos que fazer para chegar lá. Esta é a proposta do nosso painel da semana que vem.

Inscrições aqui