[Artigos originalmente publicados no blog ParaSerPiloto:

  • Acidente com helicóptero Esquilo de instrução em MG em 22/08/2012;
  • A dignidade da nota da EFAI sobre o acidente com o Esquilo da escola em 28/08/2012; e
  • A dignidade da nota da EFAI sobre o acidente com o Cabri da escola em 19/09/2016.]

Acidente com helicóptero Esquilo de instrução em MG

Alertado pelo leitor Calegari, compartilho com vocês a notícia do acidente ocorrido ontem com o helicóptero Esquilo da EFAI Escola de Pilotagem, publicada no site do jornal Estado de Minas. Sobre este assunto, três comentários:

  1. Salvo engano, este era o único Esquilo de escola de aviação no Brasil; o que significa que, por causa deste acidente, agora só existem R-22’s e S-300’s disponíveis para instrução em asa rotativa no país. Devido a isso, entendo que ficará muito complicado checar a habilitação IFRH daqui para a frente.
  2. Conforme assinalou o Calegari: “seria importante fazermos uma análise a respeito do ocorrido, com o intuito de mostrar para os ‘instrutores de Ego inflado’ (que não é o caso do Comandante Bosco), que por mais que se tenha muita experiência e conhecimento, o risco de acidente em uma instrução é altíssimo, e que toda atenção deve ser dedicada à instrução”.
  3. A matéria do Estado de Minas está muitíssimo bem feita. Parabéns à repórter Cristiane Silva, que escreveu um texto muito preciso sobre o assunto – coisa rara na imprensa brasileira.

A dignidade da nota da EFAI sobre o acidente com o Esquilo da escola

Alertado pelo leitor Toporkiewicz, e depois ajudado pelo Alisson Santana, reproduzo abaixo a nota da EFAI (publicada numa janela pop-up que aparece quando o usuário entra no site da escola) sobre o acidente recentemente ocorrido com seu helicóptero Esquilo num voo de instrução. Aplaudo a atitude da escola pela total transparência dada ao acidente, encarando a adversidade com serenidade e sabedoria. Atos dignos como esse só engrandecem a aviação brasileira, por isso meus sinceros parabéns à EFAI! 

A nota da EFAI:

A EFAI – Escola de Pilotagem Ltda. frente ao acidente ocorrido na tarde de hoje (20 Ago 2012) vem a público informar o seguinte:

A aeronave, um HB350B, de propriedade da escola encontrava-se em voo de treinamento, tendo decolado do Heliponto Viganó 2 às 14h30 minutos com duas pessoas a bordo, o Cmte Edvaldo dos Santos Francisco, em voo de recheque anual para revalidação de habilitação técnica junto à ANAC; e o Cmte João Bosco da Cunha Ferreira, Diretor da EFAI e examinador credenciado por aquela Agencia.

Aos 20 minutos de voo, no final de uma aproximação para a área utilizada para os treinamentos, na lateral esquerda da cabeceira 09 do aeroporto Carlos Prates, a aeronave não atingiu o ponto desejado, vindo a colidir com um barranco localizado poucos metros antes.

Com o impacto, a aeronave sofreu danos graves e as operações de pouso e decolagem foram suspensas pela INFRAERO de forma a permitir a movimentação dos veículos de apoio.

Os ocupantes sofreram ferimentos leves, sendo removidos conscientes para o Hospital João XXIII para exames mais detalhados. O último boletim médico aponta estado estável de ambos pilotos, tendo o Cmte Bosco sofrido uma fratura na tíbia direita e outra na coluna; e o Cmte Edvaldo uma fratura na coluna.

Uma equipe do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos – SERIPA III encontra-se em deslocamento do Rio de Janeiro para Belo Horizonte para o início da investigação que levantará os fatores contribuintes para o acidente, com vistas à prevenção de outros.

A ação inicial no local do acidente, primeiro passo de uma investigação desse tipo, foi realizada por uma equipe do CIAAR (Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica) designada pelo SERIPA III com o fim de levantar as informações no local do acidente e liberar a remoção da aeronave, reestabelecendo as operações de pouso e decolagem no aeroporto Carlos Prates.

A EFAI encerra essa nota reforçando sua crença na importância da Segurança de Voo para suas operações, marcadas por este único acidente em 12 anos de atividade.”

A dignidade da nota da EFAI sobre o acidente com o Cabri da escola

Normalmente, os operadores aeronáuticos não gostam muito de falar sobre acidentes que ocorrem no âmbito de suas instituições, o que é perfeitamente compreensível. Não foi, entretanto, o que se viu quatro anos atrás, quando aconteceu um acidente com um helicóptero operado pela EFAI (escola de aviação de asa rotativa localizada na região metropolitana de BH), durante um procedimento de cheque que estava sendo realizado no Esquilo que eles possuíam – o popularíssimo “Zé” (PT-HZE), de saudosa memória dos pilotos de helicóptero do país. Tanto a nota divulgada pela escola na época foi um fato incomum, que publiquei um post para comentar o assunto: “A dignidade da nota da EFAI sobre o acidente com o Esquilo da escola“. No final, restou evidente que a transparência da EFAI para com o ocorrido só serviu para reforçar a ótima reputação da escola.

Alguns dias atrás, em 16/09/2016, outro acidente com um helicóptero da escola voltou a ocorrer, desta vez com o Cabrirecém incorporado à frota. E, mais uma vez, a EFAI publicou uma nota em seu site logo em seguida – o que  mostra que o comportamento ante o acidente visto em 2012 não foi por acaso (tanto é que só foi preciso mudar o modelo do helicóptero no título deste post…).

Quanto ao Cabri, especificamente, acho que ficou demonstrada sua “capacidade anticrash” divulgada pela escola.

A seguir, a íntegra da nota publicada em 17/09/2016 no site da EFAI:

Nota sobre acidente EFAI

É com pesar que a EFAI – Escola de Aviação Civil Ltda, frente ao acidente ocorrido na noite de ontem (16/09/2016) vem a público informar o seguinte:

A aeronave, um Cabri G2 (PR-EFC), de propriedade da Escola, decolou do heliponto EFAI por volta das 19h00 para um voo de treinamento noturno, tendo a bordo o Cmt. Pedro de Moraes Rodrigues, aluno do Curso de PCH (Piloto Comercial de Helicóptero); e a Cmt.Fernanda Polesca Soares, Instrutora da EFAI.

Logo após a decolagem, e sem ganhar altura como esperado, a instrutora assumiu os comandos. A aeronave, no entanto, apresentou uma queda de rotação e, em seguida, entrou em giro pela esquerda vindo a colidir com algumas árvores antes de atingir o solo.

A aeronave sofreu danos graves,porém, graças as suas características anti-crash, foi capaz de proteger a integridade física dos ocupantes.Tanto aluno quanto instrutora sofreram apenas ferimentos leves, tendo abandonado a aeronave por meios próprios e, posteriormente, sido removidos conscientes para o Hospital João XXIII para exames mais detalhados.

Após liberado pela equipe médica, o Cmt. Pedro Rodrigues, sem qualquer ferimento grave, seguiu para o Hospital Mater Dei para uma tomografia a fim de averiguar uma dor de cabeça que ainda sentia.A Cmt. Fernanda, que sofreu um corte na cabeça e luxou a mão esquerda,foi medicada pela equipe do João XXIII e liberada.

O Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos – SERIPA III foi informado e acionou um oficial do CIAAR (Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica) para efetuar a ação inicial no local do acidente, atividade que deverá ser realizada na manhã deste sábado. A EFAI providenciou a guarda do local como forma de preservar indícios que certamente irão auxiliar na investigação.

Enquanto isso, uma equipe do próprio SERIPA III prepara seu deslocamento do Rio de Janeiro para Belo Horizonte para início da investigação que levantará os fatores contribuintes para o acidente, com vistas à prevenção de outros.

A EFAI encerra essa nota reforçando sua crença de que o nível de Segurança de Voo das aeronaves em geral, e dos helicópteros em particular é, significativamente, dependente da formação inicial do piloto. E, dessa forma, reforça também a importância que a Segurança de Voo sempre teve, e continuará tendo, em suas operações.

Comentários da época

Acidente com helicóptero Esquilo de instrução em MG

  1. Roger Batista Cordeiro

    6 anos ago

    Prezados, o que tenho a acrescentar é que a aviação deve ser levada com muita responsabilidade e muito treinamento, pois é uma profissão arriscada e diferente das demais. O estudo e o treinamento contínuo diminuem bastantes as chances de um acidente, principalmente fatais. A humildade e a disciplina também são fatores preponderantes. Abraço a todos. Roger- INVH.

  2. Cmte Toth
     6 anos ago

    E pior que a pouca experiência, é a irresponsabilidade. Tem uns pilotos dessa nova safra voando em Offshore que enchem a cara de maconha… da pra confiar?

    • Raul Marinho
       6 anos ago

      Nesse caso, acho que é seu dever preencher um RELPREV reportando o fato. Temos até o RBAC-120 para lidar com isso.

  3. Toporkiewicz
     6 anos ago

    Vcs viram a mensagem de esclarecimento no site da Efai sobre o acidente? Isso que é atitude!
    Outras empresas (não só da aviação) diante de uma situação semelhante fazem de conta que não houve nada ou até mesmo mudam de nome.
    Mesmo diante do lamentavel acidente a Efai está de parabéns!

    • Raul Marinho
       6 anos ago

      Não localizei a referida mensagem no site da EFAI. Vc poderia reproduzi-la aqui prá gente?

      • Alisson Santana (@alisson_santana)
         6 anos ago

        Segue, Raul:

        A EFAI – Escola de Pilotagem Ltda. frente ao acidente ocorrido na tarde de hoje (20 Ago 2012) vem a público informar o seguinte:

        A aeronave, um HB350B, de propriedade da escola encontrava-se em voo de treinamento, tendo decolado do Heliponto Viganó 2 às 14h30 minutos com duas pessoas a bordo, o Cmte Edvaldo dos Santos Francisco, em voo de recheque anual para revalidação de habilitação técnica junto à ANAC; e o Cmte João Bosco da Cunha Ferreira, Diretor da EFAI e examinador credenciado por aquela Agencia.

        Aos 20 minutos de voo, no final de uma aproximação para a área utilizada para os treinamentos, na lateral esquerda da cabeceira 09 do aeroporto Carlos Prates, a aeronave não atingiu o ponto desejado, vindo a colidir com um barranco localizado poucos metros antes.

        Com o impacto, a aeronave sofreu danos graves e as operações de pouso e decolagem foram suspensas pela INFRAERO de forma a permitir a movimentação dos veículos de apoio.

        Os ocupantes sofreram ferimentos leves, sendo removidos conscientes para o Hospital João XXIII para exames mais detalhados. O último boletim médico aponta estado estável de ambos pilotos, tendo o Cmte Bosco sofrido uma fratura na tíbia direita e outra na coluna; e o Cmte Edvaldo uma fratura na coluna.

        Uma equipe do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos – SERIPA III encontra-se em deslocamento do Rio de Janeiro para Belo Horizonte para o início da investigação que levantará os fatores contribuintes para o acidente, com vistas à prevenção de outros.

        A ação inicial no local do acidente, primeiro passo de uma investigação desse tipo, foi realizada por uma equipe do CIAAR (Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica) designada pelo SERIPA III com o fim de levantar as informações no local do acidente e liberar a remoção da aeronave, reestabelecendo as operações de pouso e decolagem no aeroporto Carlos Prates.

        A EFAI encerra essa nota reforçando sua crença na importância da Segurança de Voo para suas operações, marcadas por este único acidente em 12 anos de atividade.”

        • Raul Marinho
           6 anos ago

          Puxa, que dignidade da EFAI! Vc teria o link da nota, por favor?

          • Alisson Santana (@alisson_santana)
             6 anos ago

            Raul, segue o link.

            http://www.efai.com.br/index.php#info

            A nota é exibida automaticamente quando se entra no site.

            Pode ser que você, e outros colegas não estejam, conseguindo visualizar por conta de uma imcompatibilidade de browser com a maneira que esse o site foi programado.

            Na caixa “Informações” (lado inferior direito), tem o link direto, que é o que passei agora nesse post.

            Abraço!

            • Raul Marinho
               6 anos ago

              De fato, pelo iPad não conseguia visualizar a mensagem, mas pelo notebook deu para ver. Obrigado pela orientação, já publiquei um post sobre o fato.

  4. Jones
     6 anos ago

    Concordo com o comentário do Caio.

    Atualmente trabalho no ramo Offshore. Tenho visto muitos pilotos com a CIV cheia de horas e pouca experiência de vida e isso para mim é um grande problema. Vejo garotos de 21, 23, 26 anos, doidos para entrar no offshore e transportar 15 pessoas ou mais em voos que na minha opinião, necessitam muito mais de corretas tomadas de decisões do que pé e mão. Basta olharmos a quantidade de acidentes com R44, um dos helicópteros com o maior número de inexperiêntes do Brasil.

    Vejo a coisa inversa. Quanto mais horas de voo essa garotada acumula, ao invés de evitarem o risco eles o procuram, com manobras cada vez mais arriscadas, para se mostrar.

    Acho bacana a garotada correr atrás do sonho, mas antes de assumir uma grande responsabilidade(mesmo no offshore iniciando como Co-piloto) para transportar trabalhadores, famílias e etc, essa garotada precisa crescer.

    Sou totalmente contra a contratação de um garoto de 20 e poucos anos que ainda vive nas asas dos pais e não tem experiência de vida, para assumir uma função tão importante. É o mesmo do que colocar alguém dessa idade para ser CEO/Diretor de uma grande empresa e tomar decisões arriscadas.

    Me desculpem os novos meninos da aviação, mas com raras excessões, o voo é arriscado.

  5. Righetti
     6 anos ago

    Caro Raul,

    Como já disse anteriormente, sou aluno da EFAI de PCH e posso te afirmar que o HZE não tinha papel algum na formação de IFRH, logo essa formação no Brasil não terá perda alguma devido ao acidente.

    A EFAI tem um Schweizer para esse treinamento, porém por não ser biturbina (tampouco monoturbina… hehehe) ele não serve pra checar.

    A formação IFRH ainda continua sendo um grande desafio nas terras tupiniquins…

    • Raul Marinho
       6 anos ago

      O HZE não era usado para checar IFRH aí? Então me desculpe, estava enganado.

  6. jositinin
     6 anos ago

    Olá Raul, ontem também ocorreu o segundo acidente este ano envolvendo um aeroboero do Aeroclube de Ponta Grossa / PR. Infelizmente o instrutor não sobreviveu e o aluno está em estado grave. O que acontece com os Aeroclubes, mais especificamente neste caso, quando há dois acidentes em um mesmo ano? A culpa fica pela “talvez” uma melhor preparação dos instrutores, problemas das aeronaves ou a falta de estrutura e segurança por parte do Aeroclube? Matéria no G1 http://glo.bo/OOJava

    • Raul Marinho
       6 anos ago

      O que acontece com a aviação geral do Brasil? – eu diria… Aguarde que vc encontrará muitas novidades sobre informações sobre segurança aqui no blog.

      • Caio Pompêo de Camargo
         6 anos ago

        Raul, isso me cheira a nova geração vindoura. Sou PCH e instrutor teórico de motores em uma escola de Campinas-SP. O que vejo atualmente é a famosa geração Y que agora com seus 18 a 25 anos assume o comando de aeronaves. Esta geração que cresceu com joystick na mão é imediatista e subestima os reais riscos que envolvem se conduzir uma aeronave. É o perfil que pede para usar o iPad nas navegações visuais de PP, que esta acostumada a receber as coisas de forma mastigada, aprende tudo no Google, acha que vivenciou aquilo de forma satisfatória e não se preocupa com a transferência de conhecimento/experiência (eis uma boa pauta para discussão). Não estou generalizando, mas este estereotipo tenho visto de forma majoritária nas salas de aula nos últimos 2 anos.
        Não pode-se irrelevar a essência da capacitação e do que está envolvido na aviação, humildade e dedicação são e serão importantes sempre nesse meio que é pouquíssimo tolerante a erros e negligências. Maturidade atualmente vale mais do que uma CIV cheia de horas de vôo, com certeza…

  7. Alisson Santana (@alisson_santana)
     6 anos ago

    Conheço pouco da aviação de rosca, mas ao meu ver, a autorotação deveria ser treinada somente em simulador. Na minha opinião, é uma manobra arriscada demais pra ser simulada em voo real.

    Já vi muuuuuitos casos de acidentes em treinamento de autorotação. Com sei que nunca vão passar o treinamento de autorotação somente para o simulador, penso que o treinamento precisa ser reformulado de forma a aumentar a segurança em detrimento do fazer parecer real a pane.

    • Righetti
       6 anos ago

      Descordo Alisson. Não sou o mais experiente dos pilotos da “aviação de rosca” (odeio o termo… mesmo sendo correto é um tanto pejorativo…), porém compartilho da opinião dos mais experientes.
      Um piloto de helicóptero só vai ter contato com um simulador quando estiver no auge da sua carreira. Até lá ele passará por muitas máquinas menores e que não existem simuladores dela com uma fidelidade suficiente para o treinamento (R44, Jet Ranger, Esquilo, etc). Sendo assim, o piloto passaria sua fase mais inexperiente sem ter feito um treinamento essencial como a autorrotação.

      A autorrotação tem que ser um procedimento automático para o piloto de asa rotativa (esse termo é BEM mais agradável… hehehe), pois o piloto terá somente 2 segundo para configurar a aeronave em uma situação de pane. Imegine agora um piloto com suas míseras 100 horinhas com sua “ilustre” CHT de R44, vai fazer um voo e toma uma pane de motor, mas nunca praticou autorrotação… Sabe qual a chance de ele se salvar desta?

      Concordo que é um treinamento perigoso, porém não é qualquer instrutor que aplica esse treinamento, ao menos na EFAI onde somente instrutores com mais de 500 horas podem dar a instrução.

      Convenhamos, o perigo existe em qualquer aviação e treinamento dela, porém os riscos podem ser amenizados, e quanto a autorotação eu creio que o risco maior é não treina-la.

      • Nilson
         6 anos ago

        Belíssima resposta Righetti. Também odeio quando chamam meu helicóptero de avião de rosca!

      • Alisson Santana (@alisson_santana)
         6 anos ago

        Valeu pelos esclarecimentos. Eu não tinha essa visão.

        Como eu havia dito, não conheço quase nada do treinamento do piloto de asa rotativa, e por isso via a coisa como algo arriscado demais pra valer a pena ser simulado. Mas como você disse, esse treinamento é essencial e pode ser feito de uma maneira onde os riscos podem ser diminuidos sim.

        Abraço

A dignidade da nota da EFAI sobre o acidente com o Esquilo da escola

  1. Fabianos Alves
     6 anos ago

    NAO QUER ACIDENTES? NAO SAIA DE CASA NEM A PÉ, NEM DE CARRO!!!
    COMENTÁRIO INFELIZ DO CAMARADA QUE CRITICOU, COM CERTEZA DEVE SER ALGUM “FRUSTRADO” QUE QUERIA SER PH E NAO CONSEGUIU. QUANDO NAO SE CONSEGUE APANHAR O CACHO DE BANANAS DIZ-SE QUE ELE ESTÁ PODRE. CLARO QUE SÓ OS INFELIZES DIZEM QUE A BANANA ESTÁ PODRE AO NÃO CONSEGUIR ALCANÇA-LA.
    ACIDENTES ACONTECEM INFELIZMENTE POR MELHOR QUE SEJA TODA MANUTENÇÃO E PREPAPARO DA TRIPULAÇÃO TÉCNICA. MUITOS FATORES PODEM OCORRER..INFELIZMENTE.
    MELHORAS AOS PILOTOS.

  2. João Bosco Ferreira
     6 anos ago

    Caros amigos, Em primeiro lugar, gostaria de agradecer ao Blog Para Ser Piloto pelo comentário que abre esta notícia. Apesar de eu, no Hospital, não ter podido participar muito efetivamente da elaboração da nota, é muito gratificante perceber que os nossos colaboradores entenderam muito bem a filosofia EFAI de transparência. Obrigado a todos pelas mensagens de apoio. Tenho recebido uma quantidade razoavelmente grande de mensagens e seria muito difícil responder individualmente, até pela limitação de mobilidade em que me encontro. Peço que me desculpem! Postei uma resposta no portal da EFAI que gostaria que considerasem como uma primeira parte da minha resposta e da minha gratidão. A nota sobre o acidente continua no site, mas não com o destaque inicial porque ela deu lugar à minha resposta. O objetivo da nota jamais foi o de estabelecer as causas do acidente. Isto é o papel da investigação que está em curso e não há como o relatório final contradizer a nota uma vez que nela apenas tratou-se dos fatos: local e hora do acidente, consequências materiais e pessoais, etc. Não entendi como uma nota original poderia “estar muito falsificada”. Os dados da nota podem ser confirmados, naquilo que couber, com a Infraero do Aeroporto Carlos Prates. Talvez tenha faltado apresentar os originais das tomografias das fraturas que sofremos. Seria isso? De qualquer forma, o objetivo da EFAI foi apenas o de esclarecer. Peço desculpas se ele não foi atingido e continuo à disposição, com sempre, para os necessários esclarecimentos que estiverem ao meu alcance. Grande abraço a todos e, uma vez mais, muito obrigado ao “Para Ser Piloto”!

    • Raul Marinho
       6 anos ago

      João Bosco, agradeço seus comentários, e gostaria de aproveitar a oportunidade para lhe dar os parabéns pela sua atitude frente ao acidente. Quanto ao comentário negativo do leitor, não dê bola para isso. Eu o aprovei, como aprovo comentários negativos contra mim mesmo, para que o leitor não pense que isso aqui é um jogo de cartas marcadas, ou que haja uma claque de comentaristas adestrada para elogiar. É bom que haja exceções, para confirmar a regra.
      Desejo que vc se recupere física e empresarialmente do ocorrido da melhor forma possível, e saiba que este blog sempre estará do lado de quem age com a hombridade com que vc agiu. Vc conquistou o meu respeito e admiração pela sua atitude.
      Um grande abraço,
      Raul Marinho

  3. Bruno
     6 anos ago

    Muitas melhoras pra esses caras aí que são guerreiros….João Bosco,o melhor piloto de todos os tempos…o cara é bom e ele vai melhorar rápido…a Efai sem ele ñ pode ficar…abraços a toda equipe da Efai pela nota deixada no site…parabéns..

  4.  6 anos ago

    Quando o relatório final deste acidente sair, vocês verão que esta nota está muito falsificada…

  5. Dedeco
     6 anos ago

    Importantíssimo esclarecer a versão da escola. Normalmente a imprensa erra demais nos julgamentos iniciais sobre detalhes do acidente, literalmente “chutando” sobre o que estava acontecendo, quantos tripulantes, etc.
    Parabéns a EFAI!!!

  6. RodFigueiroa
     6 anos ago

    Digno. Pudera todas as escolas, ou até mesmo qualquer outro lugar de qualquer outro setor prestar contas detalhadamente ao publico. Parabéns a EFAI!

  7. Carlos César
     6 anos ago

    Belo exemplo.Transparência.Que seja seguido por todos na aviação

  8. Frederico
     6 anos ago

    Cada dia mais tenho a certeza de que escolhi a escola certa para me formar, parabéns a EFAI pela constante preocupação com a segurança de voo passando essa filosofia para seus alunos.

  9. Righetti
     6 anos ago
    Sem dúvida! Também estou satisfeito!

A dignidade da nota da EFAI sobre o acidente com o Cabri da escola

  1. Milton
     1 ano ago

    Tanta notícia trágica nos últimos tempos que devo dizer, FELIZMENTE desta vez os pilotos escaparam vivos e bem. Meus votos pela pronta recuperação deles, e muitas horas de voo tranquilo no futuro.

  2.  2 anos ago

    Sei que não é o post certo para fazer essa pergunta, mas estou querendo saber como está a contratação de pilotos hoje em dia ?
    para acumular horas de voo as pessoas viram instrutores, certo ? e está fácil para conseguir virar um instrutor ? afinal eu acho que a única maneiro de acumular horas de voo sem ficar gastando e gastando é virando instrutor, certo ?

    • Raul Marinho
       1 ano ago

      De certa maneira, este é o post certo, sim. Se um concurso com UMA vaga para ser piloto de monomotor no pantanal ganhando R$6mil dá essa polêmica toda, imagine o quanto está difícil conseguir emprego na aviação hoje em dia… Nada está fácil na aviação, amigo, inclusive na instrução.

      • Gabriel
         1 ano ago

        Então você não aconselha a entrar no ramo agora ? No momento não está valendo a pena ?

        • Raul Marinho
           1 ano ago

          Sem te conhecer, não tenho como te aconselhar a nada.

  3. Rubens
     2 anos ago

    Eu fico triste quando vejo este tipo de materia, triste porque me lembra o nivel de civilidade da nossa republiqueta de bananas. Um gari ou um taxista acha um maco de dinheiro e devolve pro dono- pronto ja vira noticia do Fantastico. Uma instituicao que prega a seguranca de voo como principio colabora com o SERIPA, tambem merece elogios. Ou seja agir corretamente virou merito, o fora da curva que causa estranhamento.
    Decididamente tamo [email protected], esta merda parece que nao tem jeito mesmo!