Está circulando na pilotosfera o vídeo acima, mostrando um acidente ocorrido quando um helicóptero tenta içar outro numa área de selva, e acaba por se acidentar gravemente, matando um operador de solo que orientava a operação com um golpe das pás do rotor principal. Para mais detalhes, acessem o acidente na base do ASN-Air Safety Network.

Parece-me bastante “estranha” (para dizer o mínimo) a aproximação da aeronave pelo nevoeiro, assim como o procedimento de engate do cabo de içamento, num voo pairado excessivamente baixo, pelo que dá para ver no vídeo. Mas não é o objetivo deste post fazer o papel de autoridade de investigação de acidentes, e sim comentar o contexto da empresa operadora do helicóptero e suas possíveis consequências.

Pelas informações da imprensa local, tratava-se de uma tentativa de resgate de um outro helicóptero previamente acidentado da mesma empresa proprietária da aeronave mostrada no vídeo, a Helifly/Colômbia (sem nenhuma relação com a empresa homônima brasileira). O operador em terra atingido pelas pás do segundo helicóptero era o Sr. Iván Andrés López Londoño, que de acordo com o site da empresa, era seu Gerente Geral, acumulando as funções de Director de Operações, Piloto Chefe, Administrador, Gerente Comercial, Director de Treinamento, e Instrutor de Voo especializado em Operações Especiais de Busca e Salvamento e de Cargas Externas.

Com a perda de dois helicópteros quase simultaneamente e a morte de seu principal executivo, a empresa deverá passar por grandes dificuldades para sobreviver. O que faz deste acidente o corolário do conhecido enunciado que diz que se você acha que investir em segurança é caro, é porque ainda não viu quanto custa a falta dela.