O post de ontem sobre o evento de recrutamento de copilotos da TAP, o primeiro a circular na ‘pilotosfera’ sobre o assunto (mais tarde, a EJ e o SNA também divulgaram o roadshow), gerou comoção entre os pilotos. Dúvidas, muitas dúvidas – e alguma desconfiança, dado o inedistismo do anúncio. Então, vamos tentar responder à maior parte delas aqui:

  • O que vai rolar no evento, afinal de contas? Bem, pessoal, não esperem encontrar um simulador de A320 no saguão do hotel para avaliações IFR, nem psicólogas  aplicando testes psicotécnicos, tripulantes da empresa realizando entrevistas técnicas, nem nada disso. Trata-se de um evento de apresentação da empresa, das características da vaga e do processo seletivo, e uma oportunidade para tirar as dúvidas diretamente com a direção da TAP. Portanto, não é fundamental comparecer para poder participar do processo seletivo, embora MUITO recomendável (além de uma ótima oportunidade de networking). Mas se você está em Belém-PA, e para vir a S.Paulo para o evento significar despesas muito elevadas e você está com o orçamento apertado, não precisa vender seu rim. Acompanhe o blog que nós iremos publicar um artigo com um resumo do que rolou.
  • Precisa carteira EASA? Quem tem 150h pode participar? Leiam o que está anúncio. Tem requisitos mínimos de horas? Se não tem, pode participar quem tem 150h. Sobre carteira EASA, está escrito que é preferencial – logo, não é obrigatório.
  • “Mas, Raul, e…” Pessoal, tudo o que eu sei sobre o evento e o processo seletivo está no post. Não adianta perguntar nada para mim, pois se eu tivesse alguma informação adicional, já a teria publicado. Tem dúvidas, mande um e-mail para [email protected] (Bem, na verdade, eu tenho uma “informação adicional”: eu perguntei para a direção da empresa se não precisa mesmo ter uma quantidade mínima de horas de voo. A resposta: “Não ha mínimo horas, pode ser saído da escola”. Não é nada novo, só confirma o fato, ok?).
  • “Mas no link https://recrutamento.tap.pt/Recrutamento_UI/Concursos.aspx eles requerem carteira EASA…” Pois é, requerem. Mas se a empresa está recrutando pilotos sem carteira EASA no roadshow brasileiro, é porque aqui haverá uma condição especial de participação, você não acha? Vamos ver no dia 17/10 o que eles falam sobre isso.
  • “Raul, eu só tenho 200h de voo e nunca voei jato, será que eu tenho chance?” Vamos fazer um exercício de empatia? Coloque-se no lugar do recrutador da TAP: você tem um plano agressivo de crescimento, está enfrentando uma severa escassez de pilotos na Europa, e precisa (precisar é o verbo correto, e não querer) de tripulantes para sua operação. Para isso, você vem ao Brasil ver se resolve o seu problema contratando aviadores locais. Neste contexto, você irá avaliar os currículos recebidos, e se houver muitos candidatos com type rating do A320, carteira ATPL EASA e milhares de horas de voo, é claro que você irá preferir tais profissionais. Agora, se não aparecerem pilotos com tais características, você vai tornando seus critérios mais e mais flexíveis, admitindo quem não possui tais predicados, até chegar aos recém-formados. Mas, se você já resolveu seu problema antes disso, tanto melhor (e menos custoso) para você, certo recrutador? Estou dizendo isso sem consultar a direção da TAP, pois é o que qualquer recrutador (inclusive você) faria. É óbvio, não?

Bem, pessoal, em princípio é isso. Se persistirem dúvidas que eu possa responder, estou às ordens. Se não, escrevam um e-mail para empresa e compareçam ao roadshow do dia 17. Nos veremos lá!

Boa sorte!