portal Publicações DECEA disponibilizou ontem a AIC-N 01/19 sobre a ativação das ERAA-Estação de Radiodifusão Automática de Aeródromo, válida a partir de 28 de fevereiro de 2019.

Funciona assim: o piloto sintoniza o VHF na frequência MET do aeródromo e aperta três vezes o PTT do rádio em um período de dois segundos. Com isso, o sistema transmite uma mensagem em voz sintetizada (português e inglês) com as principais informações meteorológicas: vento, visibilidade, temperaturas do ar e do ponto de orvalho, umidade relativa do ar, pressão atmosférica, o tempo presente e a quantidade e a altura da base das nuvens representativas do aeródromo.

O alcance operacional da radiodifusão é de 27 NM (desde que se tenha linha de visada rádio), e a frequência da ERAA será divulgada no ROTAER do aeroporto servido, assim como o código de localidade para obtenção do METAR/SPECI na REDEMET (tem que ser SBXX, diferente do código real da localidade). O exemplo utilizado é o de Angra dos Reis, que aparece na imagem acima – reparem nas duas setas vermelhas, que indicam a frequência VHF do MET e o código de localidade a ser utilizado na REDEMET.

Finalmente, é preciso ressaltar o item 2.5 da AIC : “As informações transmitidas pela ERAA não excluem o piloto de cumprir o estabelecido no item 5.1.3 da ICA 100-12/2016”, que reproduzo abaixo:

5 REGRAS DE VOO VISUAL
5.1 CRITÉRIOS GERAIS
(…)
5.1.3 Exceto quando autorizado pelo órgão ATC para atender a voo VFR especial, voos VFR não poderão pousar, decolar, entrar na ATZ ou no circuito de tráfego de tal aeródromo se:
a) o teto for inferior a 450 m (1500 pés); ou
b) a visibilidade no solo for inferior a 5 km.
NOTA: O teto continuará sendo utilizado como parâmetro meteorológico para definir a operacionalidade de um aeródromo (se VFR ou IFR). (NR) – Portaria nº 204/DGCEA, de 8 de novembro 2018.