O que será da aviação depois desta crise gerada pela pandemia do COVID-19, ninguém realmente sabe. Mas este estudo da ICAO sobre impactos do COVID-19 até o 3o trimestre de 2020 pode ajudar a começar a entender o que se pode esperar para o futuro.

O gráfico que ilustra este post (pág.29) dá uma ideia do tamanho da encrenca para a aviação – ou, pelo menos, as possíveis dimensões da encrenca. Os cenários, do mais otimista (1a – setas azuis) até o mais pessimista (2c – setas vermelhas) são os apresentados abaixo (pág.30), e vão desde a quase normaildade até a profunda retração nas receitas (e, por consequência, nas operações).

Caso tenhamos terapias eficazes para evitar a mortalidade de acometidos pelo vírus no início do segundo semestre, o que é bastante provável dado o volume de investimentos que se faz nisto hoje em dia, o cenário 1c é razoavelmente provável. Eu, pessoalmente, apostaria num futuro mais ou menos por aí. Não é um mar de rosas, mas também não é catastrófico.